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Castanhas e oleaginosas: benefícios e quanto comer por dia

Castanhas, nozes e amêndoas concentram gordura boa, fibras e minerais. Veja os benefícios de cada uma e qual a quantidade ideal por dia.

Publicado em 14 de setembro de 20243 min de leitura

As oleaginosas — castanhas, nozes, amêndoas, avelãs e afins — são um dos lanches mais bem avaliados pela ciência da nutrição. Práticas, saborosas e densas em nutrientes, elas resolvem a fome sem depender de ultraprocessados. O único cuidado real é com a quantidade, já que são bastante calóricas. Feita essa ressalva, é difícil encontrar um lanche melhor.

Por que fazem tão bem

As oleaginosas concentram uma combinação valiosa de nutrientes:

  • Gordura boa: ricas em gordura mono e poli-insaturada, incluindo ômega-3 nas nozes.
  • Fibras: contribuem para a saciedade e o intestino.
  • Proteína vegetal: em quantidades moderadas, mas úteis.
  • Minerais: magnésio, zinco, selênio e potássio.
  • Vitamina E e antioxidantes.

O consumo regular está associado a benefícios cardiovasculares e melhor controle do colesterol, graças ao perfil de gordura que detalhamos no guia de gorduras boas e ruins.

Cada uma tem seu destaque

Embora todas sejam nutritivas, há diferenças que valem a pena conhecer:

OleaginosaDestaque nutricional
Castanha-do-paráRiquíssima em selênio (1-2 já suprem o dia)
NozesÔmega-3 vegetal e antioxidantes
AmêndoasVitamina E, cálcio e fibras
Castanha de cajuMagnésio e ferro
AvelãGordura monoinsaturada e folato
AmendoimProteína (é leguminosa, mas usada como oleaginosa)

A castanha-do-pará merece um alerta específico: é tão rica em selênio que uma a duas unidades por dia já bastam. Comer muitas diariamente pode levar ao excesso desse mineral, então aqui vale mais é menos.

Quanto comer por dia

Esta é a pergunta central. As oleaginosas são calóricas — um punhado pode ter entre 150 e 200 calorias. Isso não é motivo para evitá-las, mas para consumi-las com atenção à porção. Uma referência prática é um punhado fechado por dia, ou cerca de 30 g.

O risco não é a oleaginosa em si, e sim o consumo distraído: comer direto do pacote grande, sem perceber a quantidade, enquanto se assiste a algo. A solução é simples — separe a porção em um potinho e guarde o pacote.

Naturais, sem sal e sem açúcar

Prefira as versões cruas ou torradas sem adição de sal, açúcar ou óleo. As oleaginosas "temperadas", caramelizadas ou fritas transformam um alimento excelente em algo mais próximo de um ultraprocessado. O sabor natural, especialmente das versões levemente torradas, costuma ser mais do que suficiente.

Como incluir na rotina

As oleaginosas são incrivelmente versáteis:

  • Como lanche: um punhado no meio da manhã ou da tarde.
  • No café da manhã: picadas sobre iogurte ou aveia, como sugerido no guia de café da manhã saudável.
  • Em saladas: para dar crocância e gordura boa.
  • Em pastas: a pasta de amendoim ou de amêndoa, sem açúcar, é ótima.
  • Na cozinha: trituradas em farofas, molhos e crostas.

Um lanche que trabalha a seu favor

Poucos alimentos combinam praticidade e densidade nutricional como as oleaginosas. Elas não precisam de preparo, não estragam com facilidade e entregam gordura boa, fibras e minerais em cada punhado. Ter uma porção à mão é uma das formas mais fáceis de evitar as escolhas ruins que a fome costuma provocar. O segredo, como quase tudo em nutrição, está na medida: um punhado por dia é aliado; o pacote inteiro, distração calórica.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação individualizada de um profissional de saúde.

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